Havia uma mãe que não sabia dizer "não" a um filho. Como não suportava as reclamações, birras e tumultos do menino queria atender a todas as suas necessidades e reivindicações. Mas nem sempre conseguia, e, para evitar trasntornos, ela prometia o que não podia cumprir. Tinha medo de frustar o filho.
Essa mãe não sabia que a frustação é importante para o processo de formação da persanalidade. Quem não aprende a lidar com perdas e frustações nunca irá amadurecwer. A mãe evitada transtornos momentâneos com o filho, mas não sabia que estava preparando uma armadilha emocional para ele. Qual foi o resultado?
Esse Filho perdeu o respeito pela mãe. Ele passou a manipulá-la, explorá-la e discutir intensamente com ela. A história é triste, pois o filho só valorizava a mãe pelo o que ela tinha e não pelo que ela era.
Na sua fase adulta, esse menino teve graves conflitos. Por ter passado a vida vendo a mãe dissimulando e não cumprindo a sua palavra, ele projetou no ambiente social uma desconfiança fatal. Desenvolveu uma emoção insegura e paranóica, achava que todo mundo queria enganá-lo e puxar o seu tapete. Tinha idéias de perseguição, não conseguia fazer amizades estáveis, nem parar nos empregos.
As relações sociais são um contrato assinado no palco da vida. Não o quebre. Não dissimule suas reações. Seja honesto com os jovens. Não cometa esta falha capital. Cumpra o que prometer. Se não puder, diga "não" sem medo, mesmo que seu filho esperneie. E se você errar nessa área, volte atrás e peça desculpas. As falhas capitais na educação podem ser solucionadas quando corrigidas rapidamente. A confiança é um edifício de ser construído, fácil de ser demolido e muito difícil de ser reconstruído.
Augusto Cury - Pais Brilhantes / Professores Fascinantes
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